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DESIGN THINKING

DESIGN THINKING

por Hifa Educação

Apresentação

Uma abordagem aplicada na concepção e criação de produtos e serviços que consiste na aplicação de processos de pensamento comuns, mas organizados de uma maneira bastante eficaz, utilizados por designers em relação à forma e à funcionalidade dos produtos que desenvolvem. 

Entre suas fases interconectadas, incluem-se a imersão na compreensão das necessidades e desejos dos usuários, a definição clara dos problemas a serem resolvidos, a geração de ideias criativas e a prototipagem rápida para testar soluções. Aplicado à educação, este método coloca grande ênfase na empatia, na colaboração interdisciplinar e no aprendizado através da experimentação.

O seu valor reside na sua capacidade de criar produtos e soluções que não apenas são visualmente atraentes, mas também atendem efetivamente às necessidades dos usuários. O “Design Thinking” promove uma mentalidade centrada no usuário, incentivando os criadores a se colocarem no lugar dos usuários e a desenvolverem produtos que sejam intuitivos e funcionais.

Um exemplo

Imagine uma situação em que uma turma de ensino fundamental é incentivada a criar uma solução para um problema real: o desperdício de alimentos em sua escola.

Neste cenário, os alunos iniciam a fase de empatia, na qual são orientados a compreender o problema do desperdício de alimentos em sua escola e refletir a partir de perspectivas e pontos de vista além dos próprios.. Eles observam os hábitos de desperdício, conversam com colegas e funcionários da escola e aprendem sobre o impacto ambiental negativo do desperdício de alimentos.

Após a fase inicial, os alunos passam para a definição clara do problema. Neste caso, o problema é identificado como o desperdício significativo de alimentos na escola.

Em seguida, os alunos exercitam sua criatividade para gerar ideias sobre como resolver o problema do desperdício de alimentos. Suas sugestões podem incluir a criação de um sistema de compartilhamento de alimentos não consumidos, a conscientização sobre o desperdício de alimentos ou até mesmo a introdução de um programa de compostagem na escola. O pensamento divergente é incentivado, permitindo que as crianças explorem uma variedade de soluções possíveis.

Com a ideia escolhida, os alunos começam a criar protótipos de suas soluções. Por exemplo, se optarem por um sistema de compartilhamento de alimentos não consumidos, podem desenvolver cartazes ou uma caixa de doação de alimentos como protótipos. Esta fase envolve atividades práticas que promovem habilidades práticas e criativas.

Os protótipos são então implementados na escola. As crianças monitoram a eficácia de suas soluções, coletam feedback dos colegas e funcionários, e fazem ajustes conforme necessário. Esta etapa destaca a importância do feedback e da melhoria contínua.

Por fim, com base no feedback e nos resultados obtidos, as crianças podem implementar a solução escolhida em larga escala. Isso pode incluir a criação de um programa de compartilhamento de alimentos, envolvendo toda a escola na conscientização sobre o desperdício de alimentos e mantendo um sistema de compostagem sustentável. Essa fase promove não apenas a aplicação prática, mas também a ideia de que a sustentabilidade é um esforço contínuo.

Por onde começar

  • Escolher um desafio: identifique uma tarefa ou desafio que faça sentido para seus alunos e que permita a utilização do Design Thinking. Isso pode ser um problema real na escola, na comunidade ou até mesmo um cenário fictício relacionado ao conteúdo da aula.
  • Apresentar  a abordagem: apresente aos alunos o conceito de “Design Thinking” de forma acessível, explicando os princípios subjacentes e as diferentes etapas do processo, incluindo Empatia, Definição, Ideação, Prototipagem e Teste. Certifique-se de que eles compreendam como essa abordagem pode ser aplicada para resolver problemas.
  • Fase da empatia: comece pelo estágio de Empatia, onde os alunos devem obter uma compreensão profunda do problema ou desafio. Eles podem fazer entrevistas, observações e coletar informações relevantes para isso.
  • Fase de definição: ajude os alunos a delinear com precisão o problema com base nas informações reunidas na fase de Empatia. Isso implica na formulação de uma pergunta ou declaração de problema clara e concisa.
  • Fase de ideação: encoraje os alunos a gerar ideias criativas para solucionar o problema. Isso pode ser feito através de sessões de chuva de ideias, onde todas as ideias são bem-vindas e não há julgamento inicial.
  • Fase de prototipagem: auxilie os alunos na criação de versões iniciais ou modelos das melhores ideias geradas. Podem ser feitos esboços, esquemas, modelos digitais ou  maquetes simples, dependendo do problema em questão.
  • Fase de teste: permita que os alunos avaliem seus protótipos ou ideias em um ambiente controlado. Eles podem colher feedback e fazer melhorias com base nos resultados obtidos. 
  • Apresentação dos resultados: solicite que os alunos apresentem seus projetos e soluções à turma, fortalecendo suas habilidades de comunicação e compartilhamento de ideias.

Características

  • Estímulo à criatividade e à inovação: o “Design Thinking” encoraja os alunos a pensar de forma criativa e inovadora. Ele os desafia a olhar para os problemas de maneira não convencional e a gerar soluções criativas. Isso é essencial em um mundo em constante evolução, onde a capacidade de inovar é altamente valorizada.
  • Foco na empatia: uma de suas principais características é a ênfase na empatia. Os alunos aprendem a compreender melhor as necessidades, desejos e perspectivas dos outros. Isso não apenas os torna melhores solucionadores de problemas, mas também promove a compreensão e a colaboração em um ambiente diversificado.

Pontos de atenção

  • Tempo e planejamento adequado: é fundamental planejar adequadamente o tempo para cada etapa, garantindo que haja espaço suficiente para a empatia, a definição, a ideação, a prototipagem e o teste. Às vezes, os professores podem ficar limitados pelo cronograma escolar, então é importante adaptar o processo conforme necessário para se ajustar às restrições de tempo.
  • Avaliação da aprendizagem: o sistema enfoca a resolução de problemas do mundo real, e os resultados podem variar. A avaliação dos alunos pode ser desafiadora, pois o sucesso não é apenas medido pelas respostas corretas, mas também pela criatividade, pela empatia e pela qualidade do processo de resolução de problemas. Os professores devem desenvolver métricas claras de avaliação que considerem esses aspectos, em vez de depender apenas de testes tradicionais.
  • Facilitação e suporte do professor: o papel do professor no “Design Thinking” é mais de um facilitador do que de um instrutor tradicional. Os alunos têm um papel ativo no processo, e o professor está lá para orientar, apoiar e oferecer feedback. Isso requer uma mudança na dinâmica da sala de aula e pode ser desafiador para alguns educadores que estão acostumados com um papel mais diretivo. Portanto, é fundamental que os professores estejam preparados para assumir esse novo papel e fornecer o suporte necessário aos alunos.
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