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SALA DE AULA QUEBRA-CABEÇA

SALA DE AULA QUEBRA-CABEÇA

por Hifa Educação

Apresentação

A estratégia da sala de aula quebra-cabeça (ou jigsaw classroom, em inglês) é uma técnica de ensino colaborativa que visa promover a cooperação e a aprendizagem entre os alunos. A técnica pode ser aplicada em qualquer área do conhecimento e é dividida em três momentos:

  • No primeiro, os grupos base são formados, o conteúdo é distribuído e cada aluno estuda um tema diferente, no qual será “especialista”. Essa é a hora de mostrar para cada estudante a importância de seu papel no grupo, pois serão responsáveis por apresentar aquele determinado tema aos colegas do grupo base. 

O conteúdo apresentado aos estudantes pode ser um texto, um vídeo, um infográfico ou, melhor ainda, um combinado disso tudo. É interessante dar aos estudantes um tempo de estudo individual, antes da próxima etapa, para que possam ter uma visão geral do conteúdo. Uma ideia interessante é apresentar o conteúdo com um “menu de aprendizagem”

  • No segundo momento, os especialistas, oriundos cada um de um grupo base, se reúnem para discutir o tema em comum. A ideia é que, entre os especialistas, os estudantes possam acessar diferentes fontes de informação sobre o tema, para que suas visões se complementem e para a troca ser mais rica.
  • Na terceira e última etapa, os alunos retornam aos grupos base e cada especialista ensina seu tema aos demais, a partir da troca na qual esteve envolvido durante a etapa anterior.

Essa estratégia é bastante indicada quando é necessário o acesso a grandes quantidades de informação em um tempo reduzido, possibilitando ainda a discussão de diferentes pontos de vista e a adequação da linguagem, à medida que os estudantes ensinam uns aos outros.

O trabalho que cada aluno realiza é essencial para a concretização do trabalho final do grupo e a sua sistemática de funcionamento se assemelha à de um quebra-cabeça, que somente é concluído quando todas as peças se encaixam. Observe o esquema a seguir:

Figura 1: A aula quebra-cabeça. 

Fonte: Matias et al., 2020.

A sala de aula quebra-cabeça pode ser uma excelente ferramenta para a criação de um ambiente de aprendizagem inclusivo e estimulante, uma vez que cada estudante tem um papel de grande importância em seu grupo base e tem boas oportunidades de troca nos grupos de especialistas.

Um exemplo

Na primeira aula sobre a Semana da Arte Moderna de 1922, vamos aplicar a estratégia da sala de aula quebra-cabeça. Após a definição dos grupos base e a distribuição dos conteúdos para cada especialista, os estudantes terão um tempo para o estudo individual. O conteúdo está separado em 5 peças, 5 especialidades que irão compor o quebra-cabeça:

  • contexto histórico da Semana de 22;
  • influências artísticas do Modernismo Brasileiro;
  • Modernismo Brasileiro – Literatura: principais artistas e obras;
  • Modernismo Brasileiro – Artes Plásticas: principais artistas e obras; e 
  • desdobramentos da Semana de 22.

 

Para cada especialidade, foram selecionados alguns materiais de estudo, entregues em fichas impressas e em meio digital. Entre os materiais, temos vídeos, postagens de blogs, infográficos, memes, e até um jogo. 

Na reunião de especialistas, cada grupo é convidado a refletir sobre qual é a melhor forma de apresentar esse conteúdo aos grupos base. Durante a reunião dos grupos base, os estudantes encontram conexões entre os diferentes temas estudados e buscam criar uma síntese coletiva do conteúdo.

 

Por onde começar

  • Selecione o tema de estudo e determine as “peças do quebra-cabeça”, os fragmentos do conteúdo que serão atribuídos aos especialistas.
  • Realize a produção, ou a curadoria, do conteúdo ao qual cada grupo de especialistas terá acesso.
  • Elabore as perguntas centrais que cada especialista deverá saber responder, para direcionar o momento de compartilhamento com os grupos base.

Pontos de atenção

  • Procure equilibrar a curadoria de conteúdo, garantindo que as s tenham tempos de estudo semelhantes e a mesma variedade de recursos.
  • Não deixe grupos sem especialista; se for preciso, tenha especialistas repetidos, mas nunca ausentes.

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